segunda-feira, 1 de outubro de 2012
The Elven Girl
Hoje eu não vou falar de amor, do que será ou não, do que devia ter sido. Hoje vou falar de algo mais vivo, do que é, do presente. Quero falar do conto a lá Tolkien que tenho visto esse ano. De como eu conheci uma elfa (quase) de verdade. Não pretendo me alongar muito, não é necessário, quem precisa saber já sabe.
Foi engraçado. No almoço, naquele frango ao molho shoyu (eu acho), que eu estava odiando do fundo do coração, o universo tinha que me compensar com uma linda garota na mesa, mas a compensação não era por ser linda - disso tinha aos montes - mas por ser ela, com aquele jeito animado e único, quase pude ver um brilho nela. Mas não foi aí que eu a conheci de verdade, só conheci mesmo quando soubemos que tínhamos alguns amigos em comum, e como esse mundo é pequeno pra ter unido dois universos completamente diferentes, e que grata coincidência.
Depois dia após dia nós iamos conversando mais e mais, nos conhecendo melhor do que qualquer um, e logo tínhamos tamanha confiança que sabíamos 90% da vida do outro (passado, presente e futuro). Não foi difícil de perceber que você sabia da minha vida melhor do que qualquer outra amiga ou namorada, melhor do que amigos que conheço a 10 anos, melhor do que a minha mãe. E só escrevo isso pela coisa boa que me traz saber que tudo é tão fácil com alguém. É tão fácil essa confiança, esse entrosamento, essa confidencia, e estar do seu lado.
E sem perceber você foi me mudando, fui aprendendo muito sobre a vida com você, e sobre o que eu realmente gosto. Poucas pessoas me mostraram que eu não precisava ser adulto o tempo todo, que eu não precisava fingir algo quando eu poderia ser completamente infantil se eu quisesse. Me ensinou que eu não preciso escolher palavras ou tentar ser alguma coisa, quando é tão mais fácil ser eu mesmo. E isso tudo também fazia merecer eu escrever isso tudo aqui.
Lembro que quando eu te chamei de elfa e disse que só faltavam as orelhas pontudas, você insistia em dizer que faltavam aquela beleza descomunal, aquela voz de aeromoça sedutora e aquela luzinha de fundo. Mas isso importa? Nada disso faz nenhuma falta perto de você. Porque até quando eu estava totalmente depressivo por outra garota, você parece que sabia exatamente a hora de aparecer e fazer com que eu fosse o cara mais bobo e querido que existe. E é principalmente por isso que eu precisava escrever aqui.
Ahhh, mas o brilho, a luzinha de fundo, eu vi sim. Por isso que me encantou a ponto de dizer que é uma das minhas melhores amigas sem esforço. Uma das poucas amigas que eu farei de tudo pra levar pelo resto da vida. Porque é tão puro e fácil. Uma amizade que não foi corrompida pelo amor, pelo desejo ou pela paixão. Algo bonito de saber que tenho na vida.
E esse ano já valeu a pena por ter conhecido você, Gabriela!
:)
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