Este é um conto sobre um (não) tão nobre Herói
Um Herói que sabia o valor da honra que construiu,
Mas era tão infame o pobre Herói
Ele que matou dragões ferozes e salvou donzelas das piores mazelas
Sempre estava na taverna, pra fingir que não queria a nobreza que conquistara...
Mas um medo o nosso tão corajoso Herói tinha
Medo da mais difícil das buscas, do monstro mais desafiador
Que ele sabia que, mesmo com toda a sua força e a sua esperteza,
A chance de falhar estava lá, e falhar seria o fim
O fim da jornada do nosso tão poderoso Herói...
Até que um dia, o nosso tão confuso Herói caminhava sozinho
Caminhava por um bosque que ele sabia que era o seu refúgio
No qual ele poderia pensar se valia pena encarar esses desafios ou na próxima taverna
Até que houve um grito, uma luta, um troll a mais abatido pra conta do tão forte Herói
E havia também mais uma donzela, mas não era qualquer donzela...
A donzela dessa vez era uma bruxa,
Sim daquelas do caldeirão e do chapéu pontudo
A grata bruxa decidiu que seria justo ajudar o tão inseguro Herói na sua busca
E com os seus tão estranhos poderes ela mostrou o futuro do seu tão amado Herói
E então ele viu tudo...
Ele se viu numa espécie de gazebo, daqueles que ficam na beira de um lago,
Com uma vegetação, um céu, um tudo, que exalava beleza e felicidade.
E lá estava a sua busca, o seu desafio maior, ela estava lá o esperando
E o tão assustado Herói viu aqueles olhos
Aqueles olhos que tiravam toda sua nobreza, toda sua honra, toda sua coragem.
Toda sua inteligencia e poder...
E aí ele soube que ali não queria mais ser Herói,
Que toda sua vida de aventuras e donzelas ficara para trás
Pois ele só queria ser um homem comum, e ao mesmo tempo excepcional
Só pra ela e por ela
E vendo aqueles olhos ele soube quem era a sua eterna amada
E então não proferiu uma palavra e apenas sorriu...
... pois ela era só dele e ele sabia que assim estava completo...
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